1) - Atividade de enduro, geralmente acima de 2 horas e de baixa intensidade.
2) - Distâncias médias de 500 a 3200 m por vários minutos, com média de 75 a 95% de atividade muscular, requerendo metabolismo aeróbico e anaeróbico.
3) -Velocidade, abaixo de 500 m, com atividade muscular intensa abaixo de 1 minuto requerendo produção de energia anaeróbica.
Em treinamento e durante a competição, os nutrientes mais importantes em ordem de grandeza são: 1) água, 2) eletrólitos e 3) energia. O cavalo pode perder toda a sua gordura e boa parte de suas proteínas, mas se perder 15% da água do seu corpo poderá ser fatal. A perda de água ocorre junto com eletrólitos, e existe essa necessidade de perda para dissipar a enorme quantidade de calor corporal gerado pela produção de energia durante a atividade física intensa.
PRODUÇÃO DE ENERGIA E SUA UTILIZAÇÃO
A única fonte de energia utilizada para promover a contração muscular é derivada do ATP. Fonte alternativa e instantânea é a Creatina que pode ser utilizada apenas por 6 a 8 segundos no início da atividade muscular.
No entanto é necessário manter a produção de energia constante. Os dois principais meios para isso são: 1) glicólise, que é a produção anaeróbica, ou sem presença de oxigênio, utilizando a glicose e a transformando em ácido láctico (própria das fibras musculares glicolíticas)e 2) aeróbica, na presença de ar e oxigênio (própria das fibras musculares oxidativas), oxidando os carboidratos, gorduras ou proteínas em dióxido de carbono e água.
O metabolismo anaeróbio produz rapidamente pequenas quantidades de energia a partir somente da glicose ou glicogênio. A diminuição do pH pela produção de ácido láctico e a intensa utilização de glicose dentro da fibra muscular levam á produção de energia apenas para contração muscular de alguns minutos. Quando maior o esforço muscular, mais rapidamente este fenômeno ocorre, e junto fadiga e exaustão. Por exemplo, o cavalo somente pode correr na sua velocidade máxima por 1000 metros, diminuindo a velocidade porque ocorre uma inadequada produção de energia através do metabolismo anaeróbio e a produção de energia via aeróbia não é rápida o suficiente para fornecer a energia necessária. Estas são características dos cavalos velocistas, como o quarto-de-milha e alguns PSI.
O metabolismo aeróbio produz grandes quantidades de energia de forma lenta, primeiramente através de ácidos graxos provenientes das gorduras, mas também através da glicose, glicogênio e proteína, conseguindo assim a produção de energia para atividades físicas prolongadas. No entanto, com o aumento do grau de atividade muscular, aumenta também a demanda de ATP, até exceder a produção pela via aeróbia. Neste momento a utilização mais rápida de energia se dá pela via anaeróbia para prevenir a depleção dos estoques de ATP e a falta de contração muscular.
Abaixo tabela com valores relativos às diferentes fontes de produção de energia paras as atividades musculares do cavalo atleta (em porcentagem %).
TIPO DE ATIVIDADE | Fosfato de Creatina | Glicolise Anaeróbia | Metabolismo Aeróbio |
VELOCIDADE | |||
Três tambores | 95 | 4 | 1 |
Apartação | 88 | 10 | 2 |
Corrida até 400 m | 80 | 18 | 2 |
MÉDIAS DISTÂNCIAS | |||
PSI | |||
1000 m | 25 | 70 | 5 |
1600 m | 10 | 80 | 10 |
2400 m | 5 | 70 | 25 |
3200 m | 5 | 55 | 40 |
TROTE | |||
1600 m | 10 | 60 | 30 |
2400 m | 5 | 50 | 45 |
Polo | 5 | 50 | 45 |
Hipismo | 15 | 65 | 20 |
Provas de marcha | 10 | 40 | 50 |
FUNDO | |||
Enduro | 1 | 5 | 94 |
Equitação e Dressage | 1 | 2 | 97 |
Para a atividade muscular, além do oxigênio, precisa haver grandes quantidades de nutrientes altamente energéticos. Estes são em primeiro lugar a glicose e os ácidos graxos, que são estocados nos músculos. A quantidade estocada bem como a velocidade com que serão utilizados, varia de acordo com as diferentes fibras musculares. Existem 3 tipos de fibras musculares: tipo I (contração lenta), tipo II A (contração rápida e alta oxidação) e tipo II B (contração rápida, baixa oxidação)A tabela abaixo mostra as características das diferentes fibras musculares no cavalo atleta e sua presença em porcentagem em cada raça.
TIPO DE FIBRA MUSCULAR | I | II A | II B |
CARACTERÍSTICAS | |||
velocidade de contração | baixa | rápida | rápida |
utilização de oxigênio | muito alta | alta | baixa |
coloração | vermelha | vermelha | branca |
quantidade de mioglobina | muito alta | alta | muito baixa |
tamanho da fibra | muito pequena | média | comprida |
contração máxima | pequena | média | grande |
Estocagem de glicose | média | alta | muito alta |
gasto de glicose | rápido | média | lento |
estocagem de gorduras | muito alta | média | não considerável |
densidade capilares | muito alta | média | muito baixa |
duração da contração | muito alta | média | baixa |
RAÇAS (% do total) | |||
Enduro | 40 | 55 | 5 |
Velocidade | 6 | 54 | 40 |
Tração | 30 | 35 | 35 |
Poneis | 20 | 40 | 40 |
Trote | 20 | 50 | 30 |
Arabe | 20 | 50 | 30 |
PSI | 13 | 53 | 35 |
Quarto-de-Milha | 8 | 50 | 42 |
É possível determinar se um cavalo é um velocista, meio- fundista ou fundista. Para estas informações acessar o link abaixo.
https://8399602835960890140-a-1802744773732722657-s-sites.googlegroups.com/site/medvetsport/arquivos-tecnicos/0002classificando/0005Resultados.pdf?attachauth=ANoY7coKm6u9eNwlmQaFYCiDUtE_3stT-jnCxcSYfGNyvkpw97qskfRe6FM6Iwls7O3VzwH-BpsYuXv96NJi9U_QFI38JExAf3Woa9eXDVmpwyMyV_hMypwCGRWJ0VNnFaKx1XXJwmokCjPK85Q6L20crwL9hVIBLPt2JbN66nYRl9F6vyETf2BhxzjZWV8XDUC9zDESJ0eo_fb6uG4X39bp2YnzLLmKkNryWOKZZtCzyXYhXHO6xML0OSWNt-UZiu8PfwZYhsHD&attredirects=0Tweet

